
Eu só acredito em 3 coisas que podem tornar o meu dia melhor: Aula vaga, encontrar filhotes de cachorro e um sorriso. Das 3, duas vocês provavelmente não podem fazer por mim e seria definitivamente complicado eu tentar fazer por vocês, mas o terceiro tenho certeza que podemos distribuir assim como distribuíamos desculpas pra não fazer a aula de educação física.
Agora me diz que você é horrível o suficiente pra deixar que alguém tenha um dia péssimo mesmo sabendo que pode muda-lo. Ou melhor, não me diga isso. Além de mudar o dia de uma pessoa você também mudará o seu, vai se sentir inexplicavelmente bem, acredite. Então sorria! Sorria pra aluna nova, sorria pro trocador, sorria pra vizinha, pro gato da vizinha e não, eu não estou falando do filho dela, se controlem, por favor!, sorria pra todo mundo! Um dia isso tudo voltará pra você. Mesmo.

Na vida a gente passa por 5 tipos de pessoas: O tipo 1 é aquele tipo que a gente não se lembra, mas que provavelmente lembram da gente. Esse tipo é aquela mulher com vestido florido e cabelo despenteado que encontramos numa livraria e chega logo com um “Nãããão acredito! Sabia que eu cuidei de você quando era pequenininha?”, definitivamente não é a melhor abordagem. O tipo 2é aquele tipo que você sempre corria atrás na hora do recreio, sempre tentava saber do que ele gostava e sempre quis passar mais de 3 minutos conversando, mas ele mal passou mais de 3 segundos te olhando, isso porque ele tinha que olhar por onde anda e você sempre esteve “por onde ele anda”. Sim, esse seleto grupo corresponde aos seus amores gostosos, altos e de olhos claros que não correspondiam nem a um aperto de mão. O tipo 3 é o tipo médio, aquelas pessoas que você já estudou, que já brincou, que já largou. Esse tipo é deprimente e libertador ao mesmo tempo. É o tipo dos seus ex-amigos e da moça da cantina, corresponde à pessoas que você passa, sabe quem é, mas dificilmente cumprimentaria, isso faria de você “a pessoa que lembrou da outra” e não “a pessoa que foi lembrada”, o que muda tudo. O tipo 4estão são os seus avós, pais e adorados tios que custam em te lembrar que não está namorando. Nos natais e festas de família eles fazem a festa, falam sobre tudo e todos. E acredite, se você pensa que na sua família não tem disso, só lamento. E finalmente o tipo 5aqui estão os amigos, os professores preferidos e o seu cachorro fedorento. Esse é o time dos “amados por merecer”, ninguém entra nele por laços de sangue ou por estudar na mesma sala. As pessoas entram no tipo 5 porque elas merecem entrar. É como nas festas de gente deploravelmente popular, as pessoas entram nas suas festinhas “vem beber o quanto que quiser depois coloca no orkut e diz que foi ‘sem comentários’” porque são populares, porque correspondem ao nível. No tipo 5 as pessoas correspondem uma à outra, são à nivel da fulana, amam a fulana e ela também os ama. Esse é o tipo mais bonito e, de uma forma um tanto nojenta, especial.

Hoje eu olhei a minha solidão, minha maquiagem e meus sapatos, aí pensei: “por que não?” e quer saber? Veio tanta coisa na minha cabeça. Primeiro porque eu não tenho que passar horas me arrumando pra um cara me achar gostosa em um baladinha e me chamar de linda porque esqueceu de perguntar meu nome. Segundo porque a solidão faz eu me vestir feita uma vadia, coisa que não seria divertida se alguém tirasse uma foto e ela fosse parar nas mãos de pessoas que não se importariam de me fazer ser o centro das atenções nos papéizinhos voando de mão em mão na sala de aula, sem contar as indiretas ridícula que iria receber no msn faz eu me sentir tão especial quando a paris sendo presa por porte de machona own. E terceiro porque eu considero muitas coisas sagradas nesse mundo e, umas delas, é a minha calça de couro. Nunca vou usa-la para impressionar ninguém, a gente não faz isso com as melhores amigas. E por fim, solidão, vai perturbar outra, não preciso de você e nem da sua vontade louca de fazer eu me sentir a pessoa mais discreta do mundo em terra onde batom vermelho é o novo preto.
Alguns se trancam em casa com chocolate barato e uma penca de séries para ver sozinhos no sábado de noite. Outros ficam na internet tentando se lamentar de forma controla no twitter. Ainda tem aqueles que saem para comer, beber, agarrar o primeiro que vier (desde que ele não tenha nenhuma lembrança de algo que comeu na sua blusa, porque…né). Esses terceiros são divididos em muitos. A maioria deles nem gosta tanto de sair, eles saem para pousar para as fotos, adicionar em um site de relacionamento qualquer e escrever na legenda “Minha galera”…vou tentar segurar o vômito até acabar esse post. Tem uma parte que não se suporta, mas sábado é dia de beber e culpar o álcool pela falsidade. A minoria gosta de curtir pra valer todo dia da semana, principalmente no sábado. Mesmo assim, todos querem participar do grupo com vida social, mesmo que seja uma vida fora de qualquer realidade, mesmo que seja mentira. Todos querem que as pessoas da escola e a mulher da cantina olhe pra eles e digam: “nossa, é você!” ao invés de “perdi o meu lápis, pode me emprestar o seu….você? desculpa, não sou muito hábil com nomes!” isso porque esse povo estuda com você desde o primário.
Por fim, não tentem ser quem não são, mas também não fiquem vendo a temporada inteira de gossip girl sozinha. Chama uma amiga, nem que seja a amiga de uma amiga que você já teve e ainda sabe quem você é (ou quase sabe). Seja feliz consigo mesma, ou com o seu cachorro, não importa muito desde que você comece a sorrir por você e não pelos outros.


Eu adoraria começar a academia e ficar gostosa. Mas, sei lá, eu iria causar tanta inveja nas pessoas desse mundo que fico com pena só de imaginar. Sério, só não viro um ser irresistível pelo bem da humanidade, tomei minha decisão, nunca irei freqüentar uma academia e deixar transparecer meu lado deliciosamente superior. E essa é minha última palavra, não insistam!

Algumas pessoas acham que sou o vômito da paris Hilton, outras dizem que pareço mais uma adoradora de satanás e, acredite, ainda me param na rua para falar que eu tenho que aceitar Jesus no coração, ainda tem uns que insistem em me chamar de “a menina que fez um jornalzinho secreto falando merda”. É insanamente cortante ouvir essas bobagens que as pessoas dizem de mim, talvez porque seja verdade, sei lá.

Querida melhor amiga, você é chata e esnobe. Você é uma vadia louca que mal consegue respirar sem seu gloss de marca, suas inseguranças me fazem rir e seus gritos desesperados quase me arrancam um sorriso. Lembra quando a gente brincava de barbie? A sua sempre era a mais loira, eu tinha vontade de puxar o seu cabelo até sair tudo, mas contava até dez e secretamente ia no telefone da sua casa e ligava pra mamãe vir me buscar enquanto você estava no banheiro. É, eu gastava a sua conta telefônica. Você sempre foi muito apagada, as vezes eu ficava com vontade de vomitar em você pra te dar um pouco de cor, mas eu desistia porque você nunca fez nada de bom pra mim mesmo. Ah amiga, ainda somos melhores amigas né? Eu te compro uma pulseirinha de bff amanhã, conta sempre, beijinhos!